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NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS

“Dá para mexer em carro elétrico, mas custa mais caro do que no a combustão”, diz especialista

A preparação e o remapeamento de motores (remap) são práticas com raízes antigas no mundo automotivo, mas não quando se trata de modelos elétricos. Ricardinho ACF, preparador automotivo, falou sobre…

administrador 30/09/2026 Fonte: quatro rodas

A preparação e o remapeamento de motores (remap) são práticas com raízes antigas no mundo automotivo, mas não quando se trata de modelos elétricos. Ricardinho ACF, preparador automotivo, falou sobre a experiência que teve ao reprogramar um Geely EX2. O projeto, desenvolvido em parceria com marca chinesa, foi um carro–conceito feito para o Festival Interlagos 2026.

Mais do que um exercício visual para exibições, o protótipo comprovou a viabilidade técnica de extrair mais potência e torque de um conjunto elétrico original. Em entrevista ao podcast de QUATRO RODAS, o especialista explicou que a lógica de acerto dinâmico guarda semelhanças com a calibração dos motores a combustão interna, mudando apenas a forma como a energia e o calor são administrados.

“Então vamos lá: quando a gente fala de limite, por exemplo, da calibração do motor de combustão interna, quando a gente homologa um motor, cada montadora tem os seus limites, né? São horas e horas do motor a plena carga em giro de potência máxima que ele precisa suportar sem que o motor superaqueça ou tenha uma quebra catastrófica. Um carro elétrico também tem que passar pelas mesmas coisas”, disse Ricardinho.

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Dois carros elétricos Geely EX3, um branco com grafismos de dentes e rodas azuis, e outro cinza escuro com detalhes azuis, estacionados em uma pista de corrida sob céu nublado. Ao fundo, árvores e uma torre de transmissão.
<span class="hidden">–</span>Geely/Divulgação

No caso do projeto feito com o hatch elétrico, o preparador afirmou que, em uma bateria de drift de 10 minutos, o limiar de resistência térmica muda radicalmente se comparado à exigência de rodar centenas de quilômetros em carga plena nas rodovias.

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Com essa folga operacional em uso severo de curta duração, o projeto passa a trabalhar com níveis mais altos de descarga elétrica. Essa alteração gera ganho imediato na entrega de torque às rodas traseiras, embora resulte em maior dissipação de calor. A gestão térmica do sistema de baterias e do motor elétrico torna-se, então, o grande gargalo técnico do projeto.

Carro branco e preto com rodas azuis e adesivo GEELY EX2 em roxo, fazendo fumaça com os pneus traseiros. Um homem sentado na arquibancada ao fundo usa o celular
Geely EX2 modificado para o Festival Interlagos 2026Geely/Divulgação
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Ou seja, o processo exige o mesmo rigor de um motor convencional. Se no propulsor a combustão o aumento da pressão de turbo exige um intercooler mais eficiente para conter a temperatura e evitar danos na turbina, no elétrico a receita cobra um gerenciamento rigoroso do arrefecimento do sistema de alta tensão para suportar os picos de descarga de energia sem degradar os componentes.

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Fonte original: quatro rodas

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